terça-feira, 27 de abril de 2010

Fantástico exibe reportagem sobre a sexualidade das pessoas com deficiência

Especialistas falam sobre a sexualidade de deficientes


A sexualidade de Luciana, personagem da novela ‘Viver a Vida’ provoca a discussão do assunto que as pessoas normalmente tem muita curiosidade e muito desconhecimento.

Uma das cenas mais esperadas da novela ‘Viver a vida’ aconteceu esta semana: a primeira noite de amor entre Miguel e Luciana, personagem tetraplégica vivida por Alinne Morais. A cena chamou a atenção para um assunto delicado: a vida sexual de pessoas especiais.

A sexualidade de Luciana, personagem da novela provoca a discussão de um assunto que as pessoas normalmente tem muita curiosidade e muito desconhecimento. Afinal, um cadeirante com lesão medular, tem vida sexual? Faz sexo?

“Faz. Ele às vezes tem sensibilidade. Pode chegar ao orgasmo, mas não necessariamente pelo ato sexual em si, pela penetração. O que ocorre é que esse indivíduo vai desenvolver outras áreas erógenas de estimulação”, explica a médica especialista em reabilitação da Unifesp, Rosane Chamlian.

“Eu tenho sensibilidade em uma região que eu descobri com ele que não tem nada a ver, que não é de nenhuma mulher. Na minha cintura, onde é a transição da minha sensibilidade. Eu adoro quando a gente está em uma relação sexual, ele está segurando aqui, fazendo um carinho”, contou a consultora em inclusão de deficientes, Carolina Ignarra.

“Vai ter o mesmo prazer do que um ato sexual ? Não, vai ter mais prazer, porque você descobriu uma coisa que ninguém descobriu naquela pessoa”, afirma o psicólogo e sexólogo Fabiano Puhlmann.

Carolina tem 31 anos, ficou paraplégica aos 22 em um acidente de moto. Luiz era amigo dela na época, e acabou se apaixonando. Hoje , eles têm uma filha de 5 anos.

Fabiano vive na cadeira de rodas desde um acidente na piscina, aos 17 anos. Hoje ele tem 44. É psicólogo, e escreveu o livro: “A revolução sexual sobre rodas”.

“Eu acho que o maior preconceito está na cabeça do próprio deficiente. Ele tem que se libertar dos preconceitos , principalmente se ele ficou deficiente”, alerta Fabiano.

“Em um lesado medular, ele consegue ereção em 80% dos casos, só que manter a ereção é um pouco mais difícil. É exatamente isso que a gente precisa orientá-los. Na adoção de posturas especiais, de dispositivos especiais, que existem medicamentos. Tanto para o homem quanto para a mulher existem técnicas medicamentosas e por mecanismos, aparelhos externos”, orienta Rosane Chamlian.

Luciana estava também envergonhada: “Essa questão por exemplo de fazer xixi. Você sabe, eu tenho que fazer cateterismo toda hora. Vou chegar para meu namorado e dizer: espera só um pouquinho que eu vou fazer um cat e já volto”.

“Eu vou te dizer, amiga. Nessa cidade o mais difícil é encontrar um motel adaptado. Pessoalmente não conheço nenhum. Se você se deparar com algum por aí, me avisa, hein?”

Vamos conhecer um motel adaptado para cadeirantes. “É fundamental esse espaço debaixo da pia para não trancar a cadeira. A banheira está show, a altura regula com a cadeira, tem essas barras de apoio”, diz a escritora Juliana Carvalho.

No chuveiro, além das barras um lugar para sentar. “Mas eu estou achando que isso aqui está dando para fazer um algo mais né?”, brinca.

Juliana tinha 19 anos quando ficou paraplégica, por causa de uma inflamação na medula: “Eu levei muito tempo para me readaptar a essa nova realidade. Fui ter a minha primeira relação sexual na cadeira de rodas depois de 5 anos”, lembra.

Hoje, aos 28 anos, a gaúcha está lançando um livro para ajudar jovens cadeirantes a redescobrir sua sexualidade: “Tem muita mulher que anda, que tem sensibilidade e que nunca vai saber o que é um orgasmo. Eu tive a oportunidade de saber o que é um orgasmo antes e como é depois. Olha só que engraçado: um dos orgasmos mais memoráveis da minha vida foi depois da lesão”.

“Eu também não tenho a perna mais gostosa do mundo, nem o bumbum mais gostoso do mundo mas eu acho que eu sou gostosa. Para o meu marido eu sou gostosa. Ele me deseja”, conta Carolina.

Fonte: Site do FANTÁSTICO no G1

domingo, 25 de abril de 2010

BRADESCO Lança Mouse Visual para Deficientes Físicos

O BRADESCO lançou em 16.04.2010, durante a Feira International de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a Reatech 2010, o software Mouse Virtual Bradesco.

Inovador para o setor bancário, o Mouse Visual Bradesco possibilita aos portadores de deficiência motora nos membros superiores controlar o cursor do mouse na tela do computador através de movimentos da cabeça.

Estes movimentos são capturados por meio de uma webcam e analisados pelo software no computador, que gera a correspondente movimentação do cursor.

De forma análoga, o clique do mouse é realizado através de uma simples e breve abertura de boca, tornando fácil e intuitivo o uso do mouse. Assim, será possível fazer operações bancárias pelo Internet Banking.

O software possibilita ainda a utilização do computador para a digitação de textos, navegação na internet e envio e recebimento de e-mails. Cliente Bradesco terá o software gratuitamente.

De fácil instalação, o Mouse Visual Bradesco foi desenvolvido especialmente para pessoas com deficiência motora, distrofia muscular, doença degenerativa, sem os membros superiores ou tetraplégicos.

Colaboração: Shirlei Candido

Deficientes perto de conseguirem aposentadoria especial

Postado por: Gilberto Porta - 25 de abril de 2010 às 18:50.


Os trabalhadores com deficiência no Brasil deram mais um passo para alcançar o direito da aposentadoria especial. Na noite de quarta-feira (14/04), às 22h15min, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade (385 deputados presentes) o Projeto de Lei Complementar 277/05, que permite a redução do tempo de contribuição dessas pessoas à Previdência Social. “Este projeto é um dos mais importantes para a vida do segmento. Com sua aprovação vamos melhorar, consideravelmente, a qualidade de vida das pessoas com deficiência”, afirmou o autor da proposta ex-deputado federal, vereador Leonardo Mattos (PV).

De acordo com a proposta aprovada, os deficientes poderão contribuir segundo o grau de deficiência:

Deficiência moderada

27 anos para homens e 22 para mulheres (redução de 03 anos)

Deficiência grave:

25 anos para homens e 20 para mulheres (redução de 05 anos)

Aposentadoria por Idade

Também poderá ser requisitada com cinco anos a menos que a idade exigida atualmente, que é 65 anos para homens e 60 para mulher.

Ambos deverão ter contribuído por um mínimo de 15 anos.

Tipo de deficiência que se enquadra na lei

Um regulamento especificará o grau de limitação física, mental, auditiva, intelectual ou sensorial, visual ou múltipla que classificará do segurado como pessoa com deficiência.

O regulamento também definirá em que grau (leve, moderada ou grave) cada deficiência será enquadrada.
Em todos os casos, o grau de deficiência será atestado por perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a cada cinco anos.

Renda mensal

A renda mensal das pessoas com deficiência aposentadas por tempo de contribuição será de 100% do salário de benefício.

No caso da aposentadoria por idade, o salário a receber será de, no mínimo, 70% mais 1% a cada doze meses de contribuição

O segurado que houver contribuído mais receberá mais.

O TEXTO SEGUE AGORA PARA APROVAÇÃO NO SENADO FEDERAL.

Fonte: Postado por Gilberto Porta no Blog do BHLegal.net

Sapato especial para deficientes

25/04/2010 - 11:44


Cientistas israelense criam sapatos especiais Abrar nasceu com paralisia cerebral e só anda com a ajuda de muletas. Três vezes por semana, ela frequenta um centro de reabilitação em Jerusalém Oriental. Graças a um convênio entre uma empresa israelense de tecnologia e a autoridade palestina, a menina de 11 anos está reaprendendo a andar sem apoio.

Ela é uma das primeiras pacientes a usar o “re-step”, um sapato de aspecto esquisito que parece uma mistura de tênis e chuteira. Mas o que seriam as travas são pequenos sensores que podem ser programados por computador para executar vários movimentos.

Depois de algumas sessões, Abrar já consegue se equilibrar e dar alguns passos sozinha. O resultado é analisado pelos terapeutas para avaliar a evolução, mas é o agradecimento da mãe que mostra que o tratamento de Abrar está no caminho certo.

O cérebro comanda os movimentos, isso a gente aprende desde cedo. Mas quando a parte da coordenação motora está danificada, as pessoas têm dificuldades para andar. O sapato inverte esse comando. Ele ajuda as pernas a dizerem ao cérebro o que fazer durante uma caminhada.

A diretora científica da empresa, Simona Bar-Haim, explica que os sensores são programados para reeducar e fazer com que o cérebro reproduza o mecanismo de andar normalmente. Eles simulam passos na areia, na grama e até sobre pedras, sem seguir um padrão. Assim, surpreendido a cada passo, o cérebro tem de tomar decisões instantaneamente e resolver os problemas.

A cientista afirma que esta é a melhor maneira de reabilitar a área do controle motor que está danificada. Quarenta minutos por dia, durante três meses, podem ajudar não só crianças, mas pessoas idosas, como Ney’La. Aos 63 anos, ela tem paralisia na metade esquerda do corpo, sequela de um derrame cerebral.

Estreando os sapatos, Ney’La logo alerta que pela primeira vez em muito tempo consegue levantar a perna esquerda a cada passo, em vez de arrastá-la. Os cientistas pretendem vender o sapato a clínicas de reabilitação e a consumidores a partir do ano que vem. Até lá, quem sabe, Abrar já terá se despedido da incômoda muleta.

Os pacientes vão ter de usar os sapatos até que o cérebro reaprenda a comandar os movimentos das pernas. A ideia é que, no fim do tratamento, eles consigam a reabilitação total – ou seja, deixem de usar as muletas definitivamente.

Fonte: Tudo Global

sábado, 24 de abril de 2010

Eleitores com deficiência e dificuldade de locomoção têm até o dia 5 de maio para transferir título

sábado, 24 de abril de 2010



Termina no dia 5 de maio o prazo para eleitores idosos ou com deficiência que tenham dificuldade de locomoção solicitarem sua transferência para uma seção de fácil acesso. Em todo o Estado, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) tem 2.147 seções especiais, sem escadas ou qualquer outra obstrução física que dificulte a livre locomoção. Desde 2008, o número de seções eleitorais especiais no Estado quase dobrou.

O aumento do número de seções de fácil acesso é resultado da aprovação pelo Plenário do Tribunal, em setembro de 2009, de uma resolução que determina a destinação, em cada zona eleitoral ou em cada um dos municípios por ela abrangidos, de, no mínimo, uma seção eleitoral que contemple instalações adequadas ao atendimento dos eleitores com deficiência ou cidadãos com necessidades especiais, com dificuldade de locomoção ou que tenham mais de 65 anos. Após esta determinação, em praticamente todos os municípios de Minas há pelo menos uma seção de fácil acesso.

Além disso, desde 2007 o TRE desenvolve o Projeto Facilite seu Voto, visando a uma maior aproximação da Justiça Eleitoral com os cidadãos, na medida em que propicia às pessoas com dificuldade de locomoção, como idosos e pessoas com deficiência, melhores condições de acesso aos seus locais de votação.

Neste ano, o projeto prevê a realização de campanha publicitária com distribuição de cartazes e, também, remessa de peças eletrônicas sobre o assunto por e-mail às entidades ligadas a cada segmento, para divulgar a importância de os eleitores idosos e com dificuldade de locomoção se transferirem para seções de fácil acesso.

Os interessados em transferir-se para uma seção de fácil acesso ou aqueles que vão tirar o título pela primeira vez e quiserem votar em uma dessas seções devem procurar o cartório eleitoral levando documento oficial de identidade, com foto (carteira de identidade, carteira de e comprovante de residência. Os homens de 18 anos aos 45 anos também devem apresentar o certificado de alistamento militar.
e
Para saber os locais em que há seções de fácil acesso clique aqui.

Mais informações podem ser obtidas por meio do Disque-Eleitor 148 ou (31) 3291-0004.

Fonte: Centro de Vida Independente de Belo Horizonte

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Autistas cobram por inclusão, diagnóstico e atendimento



Na tribuna livre da Câmara dos Municipal de Fortaleza, em referência

ao dia Mundial de Consciência sobre o Autismo, Fátima Dourado da Casa

da Esperança falou sobre as características e situação do autimo.

Cobrou por inclusão na rede regular de ensino e atendimento

educacional especializado, bem como diagnóstico, atendimento precoce e

combate a discriminação.

Fátima denunciou que a Prefeitura de Fortaleza tem contigenciado os

repasses do SUS para o atendimento oferecido na Casa da Esperança, o

que afeta a qualidade e dificulta a regularização de novos convênios.

Os vereadores se comprometeram em discutir leis que promovam a

garantia de inclusão e, conjuntamente, cobrar da prefefitura o repasse

das verbas.